Destilados – As quatro estações em Salinas

Acabo de voltar de Salinas em Minas Gerais onde participei do XII Festival Mundial da Cachaça de Salinas a convite da APACS – Associação dos Produtores Artesanais de Cachaças de Salinas. O atual presidente da  Associação é Nivaldo Gonçalves que produz a cachaça Fascinação e organizou uma agenda de atividades muito interessantes para da uma ideia do que é Salinas no mercado de cachaças atualmente. Selecionei quatro pontos que mais chamaram a minha atenção e vou classifica-los como estações do ano em termos de interesse.

 

Primavera – Sempre traz novidades e uma delas foi a visita que fizemos a fazenda Cachoeira que produz as cachaças Hanavilhana e Cachoeira. Fomos muito bem recebidos pelo proprietário  Joaquim Neres Xavier, o Kincas da Ciclodias que fez questão de mostrar todo processo de produção onde a antiga junta de bois e moeda de madeira do século passado são a grande atração.

 

Verão – O ponto mais quente de Salinas atualmente é o Museu da Cachaça de Salinas que abriu ao público no final do ano passado. Ele conta um pouco da história da bebida em nove salas enormes distribuídas em um espaço total de cinco mil metros quadrados. O local é uma mistura de tecnologia de ponta e objetos antigos para contar como a cachaça surgiu. O Museu da Cachaça não abre segunda e terça-feira. De quarta a sexta-feira, ele funciona de 16h as 20h30. Aos sábados, fica aberto de 13 as 17h30. No domingo, funciona de 8h as 12h.

 

Outono – O Festival Mundial da Cachaça de Salinas é um dos eventos mais esperados pelos apreciadores de cachaça do Brasil e acontece todos anos na segunda semana de Julho em Salinas. O evento acontece de sexta a domingo com mais de 65 expositores onde 22 são produtores de cachaça. Alem da exposição três grandes shows completam a atração que a cada ano atrai mais visitantes.

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Inverno – A grande fria de Salinas é visitar o produtor de cachaças Havana/Anisio Santiago. O filho e neto do falecido Anisio Santiago não estão nem um pouco preocupados em atender o público em geral. O grupo de mais de 30 pessoas que viajou mais de oito horas para o evento tinha uma visita marcada na fazenda e teve que ficar mais de 40 minutos esperando na porteira sem poder entrar. Quando chegaram sequer se apresentaram ou pediram desculpas. Educação zero, fuja que é roubada.

Tirando este triste inconveniente recomendo a visita a microrregião de Salinas, composta por dezessete municípios que possui 45 produtores de cachaça formalizados (inscritos na Receita Federal, Receita Estadual e Ministério da Agricultura), sendo que 27 produtores (60%) estão localizados no município de Salinas.

4 Respostas to “Destilados – As quatro estações em Salinas”

  1. Fuzuca Says:

    Sou de Salinas e sempre critiquei o tratamento dese pessoal da Havana para com os visitantes! Triste. Parabéns pelo texto ano que vem tem mais!

  2. Márcio Nogueria Says:

    Cesar,
    Conheço o Sr. Osvaldo e realmente ele é muito sistemático e também não gosta muito desse tipo de visita com muitos jornalistas e pessoas do ramo!!
    Ele é uma pessoa muito boa, entretanto devido a pressão da APACS em estar recebendo todos de uma só vez ele venha a ter ficado um pouco arisco se é esse o termo que devo utilizar!!
    Garanto que esse inverno não acontece sempre, caso venha em Salinas novamente, pode visitar normalmente a fábrica dele que ele vai lhe mostrar com maior carisma tudo até os itens mais guardados que eram do Sr, Anisio.

    • cesaradames Says:

      Ola Marcio
      Tudo bom? Obrigado por ter escrito esta resposta.
      Nunca estive em Salinas, foi minha primeira vez. Já tinha escutado várias histórias sobre a família Santiago e acho que faz parte do folclore e até é bom para o negócio.
      Com relação a pressão da APCAS não sei te dizer se aconteceu ou não. Quanto a ele ter ficado arisco me desculpe mas chegar 40 minutos depois do combinado, deixar todo mundo na porteira esperando e sequer pedir desculpas, ele ou o filho dele autor de livro e tudo mais só tem um nome FALTA DE EDUCAÇÃO e pouco caso com as pessoas. A minha resposta apartir de agora é o silêncio. Não estou questionando o liquido ali produzido mas a EDUCAÇÃO que com certeza ficou da porteira pra fora.
      Adorei Salinas, fiz ótimos amigos, pretendo voltar várias vezes mas não quero passar nem na frente da porteira da HAVANA/ANISIO SANTIAGO.

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