Diario de Viagem – Porto (Portugal) – Dia 1

Diario de Viagem - Porto (Portugal) - Dia 1

Na primeira semana de Dezembro estive em  Portugal a convite do IVDP (Instituto dos vinhos do Douro e do Porto) para uma visita a diversos produtores. Foi uma visita muito interessante por dois motivos, o primeiro é que estávamos apenas em dois jornalistas brasileiros o que facilitou muito o contato com produtores e enólogos. O segundo é que  em Dezembro já estamos no inverno europeu o que proporcionou uma visão completamente diferente do Douro que em tons de amarelo e vermelho deixaram a paisagem ainda mais bonita.

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Primeira parada Poças Junior – A sede da  empresa fica na Vila Nova de Gaia cidade ao lado do Porto onde ficam os armazéns de envelhecimento dos vinhos. A empresa  foi fundada em 1918 e tem uma grande penetração no Brasil. É uma das poucas que conheço que tem 4 distribuidores no país. É dela também o mais recente lançamento da rede de supermercados Pão de Açucar o  Club des Sommeliers Porto Ruby.

Depois de uma prova de 4 vinhos do douro e 4 Portos não pude deixar de pedir para experimentar um Poças Quinado. O Quinado é muito apreciado como aperitivo e nas regiões de climas quentes e nas antigas colônias portuguesas onde era usado como preventivo para a malária. Hoje em dia apenas duas empresas fazem o quinado, Poças e Ramos Pinto. A base para produzir o Quinado é o Porto Ruby ao qual se adiciona uma pequena dose de quinino. É ótimo se servido com água Tonica, muito gelo e uma rodela de laranja.

Mais informações – http://www.pocas.pt/

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Visita ao IVDP – A próxima parada da viagem foi uma visita a sede do IVDP (Instituto dos vinhos do Douro e do Porto). Lá pudemos fazer uma visita ao laboratório onde todos os vinhos são analisados e conhecer a famosa Câmara de Provadores onde os especialistas degustam em media 20 amostras de vinho do Porto e do Douro para determinar sua classificação.

Outro ponto alto da visita foi o almoço com Manuel Cabral presidente do IVDP onde conversamos sobre diversos assuntos, mas um especial me chamou a atenção. A preocupação de criar roteiros turísticos que se cruzem como o vinho, queijo, gastronomia e turismo geral. Desta forma na opinião dele uma viagem se torna muito mais interessante.

Mais informações – http://www.ivdp.pt/

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Quinta do Bom Retiro – Deixando o Porto para trás pegamos a estrada e fomos em direção ao Douro. Destino: Quinta do Bom Retiro uma das sedes do produtor Ramos Pinto. Quinta é como os portugueses chamam a área de produção vinícola, é como se fosse uma fazenda ou sítio aqui no Brasil independente do tamanho da área plantada.

Quem estava a nossa espera era Jorge Rosas, bisneto de Antônio, irmão e sócio de Adriano Ramos  Pinto que fundou a empresa em 1880. Um fato muito interessante é que por muitos anos o nome Ramos Pinto foi sinônimo de Vinho do Porto no Brasil. Até hoje ainda é possível escutar alguém dizer que vai beber um Adriano ou Ramos Pinto tamanha a ligação que a marca criou por ter sido uma das primeira a chegar ao Brasil.

Alem de uma degustação de quase todos vinhos produzidos ganhei de Jorge um dos primeiros exemplares do livro Adriano Ramos Pinto – Vinho e Arte com 400 páginas recém lançado em Portugal que conta toda história da empresa. Uma maravilha que em breve deve chegar por aqui.

Mais informações – http://www.ramospinto.pt/

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