Charutos – 40 Anos de Menenedez & Amerino

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Os charutos baianos sempre tiveram uma excelente reputação de qualidade no Brasil e em outros países. Uma das marcas nacionais que faz parte desta história é a Menendez & Amerino que produz os charutos Alonso Menendez e Dona Flor. Fundada em 1977 a marca completa 40 anos e lança uma edição comemorativa para celebrar a data. Um de seus fundadores, o cubano Félix Menendez esteve em São Paulo para este lançamento e concedeu uma entrevista exclusiva para Gosto.

Como vê a evolução do tabaco no Brasil nestes últimos 40 anos?

Quando começamos existia a Suerdieck que foi a maior empresa plantadora e produtora de charutos no Brasil. Depois surgiram vários outros produtores que também fecharam as portas.

A produção de fumo caiu drasticamente e a variedade de tabaco Mata Norte está desaparecendo. A variedade Sumatra que era plantada pela Suerdieck também não é mais produzida, mas temos a variedade de tabaco Connecticut e Cubano que está indo muito bem.

Posso dizer que hoje em dia o Brasil está produzindo ótimas variedades de tabaco para capa e o fumo cubano esta melhor que a variedade Mata Fina.

E quanto a elaboração do charuto?

Muita coisa mudou, no inicio tínhamos um formato panatela que não produzimos mais, um Double Corona que hoje quase já não tem mais mercado além do surgimento de outros formatos que ganharam apreciadores como o Robusto e mais recentemente charutos com diâmetros cada vez maiores.

Quando decidimos criar a Menendez & Amerino optamos pela cidade de São Gonçalo dos Campos que não tinha nada ligado ao tabaco. Treinamos toda nossa mão de obra praticamente do zero e hoje em dia temos torcedoras que são filhas de nossas primeiras funcionárias.

Do que você mais se orgulha neste 40 anos de Menendez & Amerino?

Não tenho apenas um fato só, acho que a historia toda é muito bonita. Começamos produzindo um charuto chamado El Pátio que levava apenas variedade Mata Fina, depois começamos a utilizar a variedade Sumatra e surge o Amerino. Com a entrada da variedade Connecticut surge o Alonso Menendez e por último Dona Flor com tabaco Mata Norte.

Sempre procuramos utilizar as melhores variedades e melhores folhas para a produção de nossos produtos. Esta evolução é uma das coisas que mais me orgulho de ter feito.

E para o futuro o que gostaria de fazer?

O consumidor de charutos esta sempre avido por novidades. No entanto temos uma oferta limitada de variedades de tabaco. Para capa temos Sumatra, Connecticut, Cubano e  Mata Fina e para miolo Mata Fina

Gostaria muito de ter acesso a outras variedades de tabaco para oferecer outras possibilidades de blends diferenciados. No entanto encontramos barreiras tarifarias e outras regulamentações do governo que impede a importação de outras variedades de tabaco com medo de pragas, fungos e insetos.

Tentamos trazer a variedade Cameron para fazer testes mas não conseguimos. Por isso gostaria que num futuro próximo ter acesso a outras variedades de tabaco pois no momento a única coisa que podemos oferecer são charutos com bitolas diferentes.

Para você qual é a melhor harmonização de charutos e bebidas?

Sabe que essa não é muito a minha praia, na minha opinião isso depende do gosto de cada um. Para mim a melhor combinação é a de whisky e charutos. Gosto muito de Blended Whisky da linha Johnnie Walker. Ai a cor vai depender da celebração, se for algo muito importante pode ser mais escuro, para o dia a dia pode ser algo mais vermelho.

O perfil do consumidor de charutos brasileiro mudou muito nestes últimos 40 anos?

Sim e muito. Com o aumento da oferta de charutos no mercado que antigamente não existia ele vem cobrando da indústria como um todo uma qualidade cada vez maior no produto final.

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Gostaria que você falasse um pouco mais sobre este lançamento o Toro Reserva Especial criado para a comemoração dos 40 anos da empresa.

Este charuto leva semente cubana e foi produzido em pequena quantidade. Optamos por comprar capa, capote e miolo de armazenistas de tabaco da região pois para nós é muito mais interessante comprar a quantidade e qualidade que queremos do que produzir tudo.

São apenas 200 caixas com 20 charutos feitos por uma única torcedora que trabalha na empresa a muito tempo. O tabaco utilizado foi armazenado durante três anos e depois da elaboração do charuto deixamos ele descansando por mais um ano.

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