Archive for the ‘Saque’ Category

Drinks no TATÁ Sushi

8 de novembro de 2017

2017-11-08-Drinks no TATÁ Sushi

Não é sempre que a gente consegue juntar trabalho com prazer. Trabalho de informar e prazer de degustar bons drinks criados pela união de dois amigos. O primeiro é o Luizinho Hirata dono do TATÁ Sushi um dos melhores restaurantes japoneses de São Paulo e Zulu um dos mixologista mais competentes do Brasil.

Luizinho fez uma reforma no restaurante e criou uma área de bar muito legal que está com uma excelente seleção de sakes e de drinks by Zulu.  Alem dos clássicos que não podem faltar ele criou seis drinks, quatro deles com sakês. Vale a pena experimentar o Brasil Japão (Sakê, Cachaça, Néctar Yozu, Mel e Purê de Abacaxi – R$ 31), o Kashu San leva Sakê, Bourbon, Caju, Limão e Caju Seco (R$ 28) e é muito interessante por conta do contraste entre o sakê e o Bourbon. Não deixe de experimentar o Banzeiro (Cachaça, Vinho tinto, Xarope de balsamo e espuma cítrica – R$ 26). Outro ponto positivo do cardápio de bar é a variedade de petiscos que combina muito bem com os drinks.

TATÁ Sushi – Rua João Cachoeira, 278 – Itaim Bibi – Tel: 30278-2006

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Frank Bar lança nova carta de drinks

15 de setembro de 2017

Parece muito mais tempo mas o Frank Bar que fica ao lado da recepção do Hotel Maksoud Plaza só tem dois anos de funcionamento,  e agora lança mais uma carta de drinks criados pelo bartender Spencer Amereno  um dos melhores representantes da coquetelaria brasileira atual.

Depois de meses de pesquisas e testes a carta 2017/2018 traz 20 receitas, sendo 17 exclusivos. Eles estão divididos em quatro seções.

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A  primeira e maior  seção  Simulacrum tem metade dos drinks e  é  focada  em  grandes  ícones  da  coquetelaria,  mas  vai contra  a  mentalidade  de  que  o  drinque  deve  seguir  a  receita  à  risca.  É  uma ótima viagem para quem quer viajar no tempo e entender o clima de quando e onde um drinque foi criado. Neste  segmento  são  citadas  histórias  de  grandes  nomes  como  Jerry  Thomas,  que  teve enorme influência no século XIX e chamava muita atenção fazendo malabarismo com os utensílios do bar, usando abotoaduras, colares e anéis de diamantes. Ele lançou o Bar-Tender´s Guide em 1862 e trouxe pela primeira vez a receita  de um “cock-tail”. Baseado em Thomas foi  criado  o  ‘Improved  Whiskey  Cocktail’,  com  uma  mistura  de Bourbon Woodford Reserve, tintura de absinto, estragão mexicano, folha de pitanga, charuto e Jerry Thomas Own Decanter Bitters.

Outros influenciadores que também aparecem são Harry Johnson, russo que venceu como um dos cinco melhores e mais científicos bartenders da época em New Orleans; Emilio “Maragato” Gonzalez, espanhol que migrou para Cuba e trabalhou no famoso El Floridita; Harry Macelhone, determinante na coquetelaria do começo do século XX e conhecido por seu trabalho no Harry´s New York Bar;  Santiago Policastro, considerado pai de todos os barmen latino-americanos;  Don The Beachcomber, grande responsável pelo início do tiki-craze;  Jorge Gasparó, que publicou o Guia Prático do Bartender, em que aparece pela primeira vez a tequila como base para uma mistura;  Kazuo Uyeda, o inventor do hard shake e mestre da coquetelaria japonesa; e Harry Craddock, o último a ter feito um drinque antes da Prohibition em 1920 e inspiração para dois drinques do Frank  Bar:  ‘(Dry)  Alaska’  e  ‘Chrysanthemum’  feitos  à  base  de  gim  e  vermute, respectivamente.

 

Errata Maksoud

Na segunda parte do cardápio  a Stratum trata-se de um complemento da parte anterior, mas não é focada no autor e sim  no  drinque  como  influência.  São  coquetéis  pouco  populares,  quase esquecidos, e que precisam ser trazidos de volta, pois suas receitas têm potencial para se adequar ao paladar moderno.

Há três variações a serem experimentadas o  Ambrosia que leva Poire Williams Eua de Vie, Havana Club 7, marmelada de laranja vermelha com sour beer, Espumante  Brut e  CO²;  o Mamie  Taylor e o Fernet Cocktail, com um perfil de baunilha, amargo e resinoso.

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A terceira parte é a Circumlocution. São drinques já bastante consumidos e podem ser difíceis para se fazer uma nova versão, mas existe criatividade para tudo, ainda mais nas mãos de Spencer. Aqui  temos  o Maverick Negroni,  feito  com  Gin,  Fernando  de  Castilla  Classic  Manzanilla,  chocolate  bitters,  Amaro Lucano, óleo de castanha do pará e sal;  o Aperol Soyer Au Champanhe; o Sangre y Humo,  um  Bloody  Mary  mais  que  renovado;  e  o  Non  Compos  Mentis,  uma  nova   versão do White Russian.

Slide4Para fecha o cardápio a quarta seção chamada Opus é composta pelas obras de Spencer e tem tudo a ver com  a  contemporaneidade.  Ataraxia é  um  drinque  defumado,  cítrico,  levemente frutado e doce à base de Evan Williams Black; o ‘A Smash’, composto por Gin Beefeater, Sencha Noily Prat, folhas de aipo, hortelã bicolor, chutney de manga, limão siciliano  e  puxuri;  e  o  ‘Nahua  Cooler’,  que  tem  aroma  de  lúpulo,  é refrescante, lático e leva tequila.  Todos os drinks tem preço único de R$ 35,00.

Frank Bar – Maksoud Plaza Hotel  – Rua São Carlos do Pinhal, 424

 

Portal Difford’s Guide

15 de março de 2017

2017-03-15-Portal Diffords Guide

Simon Difford, um dos mais renomados e respeitados especialistas em coquetelaria no mundo, está no Brasil para lançar sua plataforma internacional sobre o universo de cocktails o Difford’s Guide.  O projeto que já possui sites nas línguas inglesa e grega, agora terá um domínio em português e contará com textos traduzidos e conteúdos exclusivos produzidos por profissionais do Brasil.

A proposta do site, que já ganhou o prêmio de melhor publicação sobre coquetelaria no Tales of Cocktails, é oferecer aos consumidores mais exigentes informações detalhadas para ajuda-los a ter as melhores experiências que envolvam o universo da coquetelaria, por meio de produção de conteúdo (artigos, guias, eventos, promoções), e experiências offline (degustações, harmonizações, visitas guiadas, clube de fidelidade e outros). Algo inédito no Brasil.

A idéia é oferecer ao Brasil uma plataforma de experiências exclusivas que fomente a coquetelaria no país. O site brasileiro lançado em março, já oferece mais de duas mil receitas traduzidas, incluindo criações do próprio Simon, além de histórias de coquetéis, entrevistas com bartenders e grandes personalidades. Confira o conteúdo em: www.diffordsguide.com

Charutos – O mapa da harmonização de charutos e bebidas

11 de setembro de 2015

Mapa da Harmonização Charutos e Bebidas

Muitas vezes sou questionado sobre as bebidas que harmonizam melhor com o charuto. Qual é a bebida ideal? Ela não existe, cada combinação é única e diferenciada. Mas para ajudar um pouco  resolvi escrever este texto usando como base a classificação da WSET – Wine Spirits Education Trust de Londres, maior escola de vinhos e destilados do mundo  para entender o universo das bebidas com álcool.

FERMENTADOS

– Vinhos – Nesta categoria temos espumantes, brancos, roses, tintos e de sobremesa. O charuto vai bem com alguns tipos de espumantes, principalmente os que tem acidez elevada como o champagne. Brancos, Roses e Tintos são mais difíceis de harmonizar pois tem mais complexidade e podem ser ofuscados pelo charuto. Na categoria de sobremesa temos os de colheita tardia e os fortificados como Porto, Madeira e Jerez. Todos eles vão muito bem.

– Cervejas – Podemos dividir as cervejas em duas grandes famílias, as Lagers que são cervejas de baixa fermentação e as Ales que são de alta fermentação. Normalmente por sua complexidade as Ales vão melhor com charutos. Procure cervejas com um teor alcoólico mais elevado e não deixe de provar as Rauchbier e cervejas que passam por barris.

– Saque e Cidra – São duas bebidas que não se tem muitas informações sobre harmonização.

DESTILADOS

– Gin e Vodka – Por serem destilados brancos e saborizado no caso do Gin fica difícil o charuto não sobressair.

– Cachaça, Rum e Tequila – São destilados que tem duas versões, branca e envelhecida.  A versão envelhecida destas três bebidas vai muito bem com os charutos.

– Brandy – É uma categoria muito grande que inclui Cognac, Armagnac, Brandy de Jerez, Aguardente Vinica, Pisco, Grappa, Bagaceira. São várias possibilidade de combinação

– Whisky – Outra categoria que possibilita muitas opções. Temos o Blended Whisky, o Single Malt o Tennessee Whiskey e o Bourbon.

BEBIDAS COMPOSTAS

– Licores – Desde o licor da vovó até o mais elaborado podem combinar muito bem. Tome cuidado com a quantidade de açúcar que pode superar o charuto.

– Amaros – Nesta categoria temos Bitters e Vermutes. Os dois são produzidos com cascas, ervas e sementes. Nos Bitters a base é álcool neutro e nos Vermutes o Vinho. Pelo seu margor pode também ser uma boa opção.

Fora das bebidas alcoólicas, fermentados, destilados e bebidas compostas outras duas boas opções são os chás e cafés. Mas isso é assunto para um próximo artigo. Aproveite suas harmonizações.

Drinks – 3 X Sake

11 de maio de 2015

Drinks - Sake Jun Daiti

São raras as possibilidades de provar drinks com Sake e quando aparecem tem que aproveitar. O La Bodeguita, casa que fica na Alameda Tietê, 360 está oferecendo três drinks com o o Sake Jun Daiti harmonizando com as tradicionais tapas espanholas.

Os drinks são o Jun Daiti Cranberry, , que junta sake, suco de cranberry e limão siciliano, o Jun Daiti Ginger que tem sake, xarope de gengibre, suco de limão Taiti, uva thompson e manjericão na receita (na minha opinião o melhor dos três), e Jun Daiti Tea, preparado com xarope de cardamomo, suco de limão siciliano e chá de camomila.

Dependendo do horário ainda dá para aproveitar o parklet em frente ao bar. A iniciativa patrocinada pelo Sake é uma vaga de estacionamento em frente à casa totalmente transformada em uma área com bancos, mesas, ombrelones, fontes para recarga de aparelhos celulares movidas à energia solar.

La Bodeguita, –  Al. Tietê, 360 – Tel: 2691-3557

Sake – Hakushika Weekend

4 de dezembro de 2014

Diversos - Sake Weekend

Um final de semana para divulgar o saquê. Esta é a proposta do 1º Sake Hakushika Weekend, que oferece um prato especial + degustação de saquê premium + livro Guia Prático de Saquê, do autor brasileiro Celso Ishiy. O evento vai acontecer em  5 restaurantes neste final de semana de 5 a 7 de dezembro. Os pratos serão preparados no dia e cada restaurante vai estabelecer o preço do combo.

A Hakushika é a principal marca de saquê premium no Brasil e neste ano completa 20 anos de importação pela Tradbras, especializada em trazer bebidas japonesas de alto padrão. O objetivo do evento é ampliar o acesso para um tipo de saquê que pouca gente ainda conhece a versão premium, que pode ser consumida pura.

Um dos pontos que me chamou a atenção neste evento é que não só vai ter comida e bebida. Para que a informação seja completa, o combo inclui ainda o recém-lançado Guia Prático de Saquê, que promete facilitar a vida de quem está dando os primeiros passos no fascinante universo do saquê. No livro estão respostas para perguntas como: bebe-se saquê com sal? Existe mais de um tipo de saquê? É melhor quente ou gelado? Por que se toma a bebida em copo quadrado? Com quais tipos de comida harmoniza? É verdade que não dá ressaca?

1º Sake Hakushika Weekend

Kosushi Itaim – Rua Viradouro, 139 – Itaim Bibi, São Paulo

Kame Kami – R. Angelina Maffei Vita, 493 – Jardim Europa, São Paulo  

Restaurante Tottori – Barueri – Av. Copacabana, 148 

Little Tokyo – São Caetano do Sul – Alameda Terracota, 545,

Kabuto Restaurante – Belo Horizonte – R. Pium-i, 736 – Carmo, Belo Horizonte – MG

 

Livro – Guia Prático do Saquê

25 de setembro de 2014

Livro - Guia Pratico Saquê

O Saquê está em alta, este é o segundo livro que comento este mês sobre o assunto e gostei muito do que vi. Simples, didâtico e acima de tudo barato (R$ 24,90) o livro de Celso Ishiy, sommelier de saquê e um dos principais especialistas no assunto no Brasil é uma ótima opção para introduzir o assunto pela forma simples e direta que aborda o assunto.

O livro aborda em onze capítulos os principais tópicos sobre a bebida. As origens e lendas, os métodos de produção, os principais tipos, as regiões produtoras, o melhor jeito de se consumir, entre outros assuntos.

O livro vem em boa hora pois atualmente o mercado brasileiro já conta com  70 rótulos e vem crescendo. Para se ter uma ideia do tamanho deste mercado existem 1.800 fabricantes de saquê apenas no Japão que produzem cerca de 40.000 rótulos.

Guia Prático do Saquê

Formato: 12 X 21 cm

Páginas: 96

Preço sugerido: R$24,90

Livro – Izakaya dois livros em um

21 de agosto de 2014

Diversos - Livro Izakaya

Acabei de receber o livro Izakaya de Jo Takahashi editado pela Melhoramentos. Para quem não está familiarizado com o termo Izakaya é o nome do boteco japonês onde se toma saquê acompanhado de petiscos.  Eles surgiram no período Edo, a era pré-moderna do Japão onde era comum os comerciantes experimentarem o saquê que iam comprar. Ai alguém teve a brilhante ideia de servir petiscos para acompanhar estas degustações e o costume pegou e ficou até os dias de hoje.

No livro Jo Takahashi que é arquiteto,  produtor cultural e trabalhou por 30 anos na Fundação Japão conta a história dos Izakayas no Japão e apresenta suas versões brasileiras. Alem disso o livro tem varias receitas de petiscos como o Takoyaki (Bolinho de polvo), Ika no Shôgayaki (lula ao gengibre) entre outras.

A diagramação e ilustrações são um capítulo a parte, foram feitas pela filha do Jo, Mika Takahashi e são belíssimas. Mas a parte mais legal é que boa parte do livro tem tudo que você precisa saber sobre Saque e não tinha ninguém para te explicar. Você compra um livro de bar e junto vem um de saquê. Para quem gosta de bar e bebidas é um presentão.

Drink – Bar da Dona Onça lança drink Jun Daiti Soda para o verão

7 de novembro de 2013

(Foto: Rodrigo Capote)

Amanhã a chef Janaína Rueda lança o drink de verão do Bar da Dona Onça: Jun Daiti,Soda, que foi criado pra ser servido em jarra e que combina sake, refrigerante de limão, pedaços de abacaxi e muito gelo. A jarra serve quatro pessoas.

O drink entra no cardápio do bar por combinar com o verão e ser servido em jarra uma das novas tendências na coquetelaria mundial. O bar da Dona Onça vai servir Jun Daiti Soda também nas versões com morango e com kiwi. Para acompanhar o drink, a chef recomenda petiscos como os croquetes de carne de panela, a couve flor à milanesa e o bolinho de arroz carnaroli aquarello com açafrão da terra, outra novidade do cardápio do bar.

O sake Jun Daiti é produzido na Califórnia, pasteurizado e engarrafado no Brasil e por isso é considerado um produto nacional. De sabor suave, tem teor alcoólico de 14%. As garrafas com 670 ml estão à venda nos principais supermercados de todo o Brasil pelo valor sugerido de R$ 21,90 cada.

Jun Daiti Soda

Ingredientes:

240 ml de Sake Jun Daiti

200 gramas de abacaxi cortado e descascado

160 ml de refrigerante de limão

Gelo

Jarra de 1 litro

Modo de preparo:

Coloque na jarra o abacaxi e macere. Acrescente o gelo, o sake e a soda e misture.

Pode ser feito com outras frutas, como morango ou kiwi.

 

Saquê do Iglu chega ao Brasil

18 de maio de 2013

iglu

O mercado de saquê no Brasil está ganhando um concorrente peso pesado. É o Taisetsu, um saquê premium produzido dentro de um iglu na cidade de Asahikawa, na província de Hokkaido, no extremo norte do Japão. A fabricante Takasago Shuzo é a única do mundo a utilizar esta forma de produção. A garrafa  de Taisetsu Ice Dome de 300 ml custa em média R$ 60,00 e a de 720 ml R$ 120.

O interior do iglu garante uma temperatura baixa e constante de -2 ºC, com 90% de umidade, o que previne a oxidação do saquê e a perda de aromas por evaporação. O Saquê do Iglu pertence à categoria junmai ginjyo, o que significa que não tem adição de álcool etílico e seu grão de arroz tem um polimento de 50%, garantindo a pureza e qualidade superior da bebida. É um saquê seco e com um sabor suave e distinto, que o torna excelente para harmonizar com peixes grelhados e sashimi.

TAIiSETSU300 okA produção de saquê acontece em um tipo de iglu chamado Himuro. Dentro do iglu, sacos de tecido cheios de mosto (moromi) são pendurados e, sem o uso de qualquer pressão ou contato com as mãos, gotas de saquê são recolhidas uma a uma. Este método teve início há 20 anos com a colaboração do laboratório Kokawa da Universidade Tokai, em Hokkaido.

Graças a essa condição natural e única, é possível manter um alto padrão no controle de qualidade, pois as gotas de saquê podem ser coletadas à noite sem pressa ou compressão. A produtora Takasago Shuzo acredita que é um privilégio fornecer saquê do iglu de Asahikawa e se orgulha de dar continuidade a este método. Este processo só é possível em lugares particularmente frios como Asahikawa, onde a temperatura atinge -15 ºC. São necessárias duas noites para finalizar o iglu de 10 metros de diâmetro, 2,7 metros de altura e 15cm de espessura.

A importação do Saquê do Iglu Taisetsu para o Brasil é feita pela Tradbras e ele pode ser encontrada no Marukai na Rua Galvão Bueno, 34.