Posts Tagged ‘vinho do porto’

Um Porto com história e tradição

8 de novembro de 2018
2018-11-08- Um Porto com história e tradição

Foto – Divulgação

Uma das bebidas que mais gosto de beber e harmoniza muito bem com um charuto é o Vinho do Porto. Acabei de descobrir que a La Pastina fez hoje o lançamento no Brasil do Croft 430th Anniversary Celebration Edition que celebra a origem da casa, que desde 1588 é uma das mais antigas casas de vinho do Porto em atividade. Para comemorar a data, a empresa decidiu produzir uma edição limitada de um vinho do Porto, o Croft 430th Anniversary Celebration Edition. O rótulo ostenta a recriação da obra “Naufrágio da Armada Espanhola em 1588” do artista plástico Holandês Jan Luyken, que faz parte do acervo do Rijksmuseum de Amsterdã.

O Croft 430th Anniversary acompanha na perfeição um bom queijo, especialmente um bom queijo cheddar. É também delicioso com sobremesas à base de chocolate preto e frutos silvestres.

Este lançamento completa a extensa linha de vinhos Croft. Fundada em 1588, a Croft é a empresa mais antiga da região do Douro, particularmente conhecida pelos seus vinhos do Porto Vintage, Reserva e também pelos Tawnies, estilos que perduram no tempo, graças a experiência passada de geração em geração.

A edição limitada será comercializada em 35 países e, chega ao Brasil pela La Pastina, pelo valor médio de R$ 210,00 (750ml) mas tem que correr por que elas devem acabar em breve.

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17•56 Museu & Enoteca, o mais novo centro de turismo da vinícola portuguesa Real Companhia Velha

12 de setembro de 2018
2018-09-12- 17•56 Museu & Enoteca, o mais novo centro de turismo da vinícola portuguesa Real Companhia Velha

Foto: Divulgação

Uma das mais tradicionais e importantes vinícolas de Portugal, fundada ha 262 anos, a Real Companhia Velha, com vinhos no Brasil importados pela Barrinhas, acaba de inaugurar um novo centro turístico, o 17•56 Museu & Enoteca da Real Companhia Velha, localizado à beira do rio Douro, no  Cais de Gaia.

O 17•56 Museu & Enoteca da Real Companhia Velha é um espaço com 3.000 m2, divididos em dois pisos, onde vinho, gastronomia e história se complementam. O nome faz referência ao ano da instituição da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (também denominada por Real Companhia Velha), o mesmo da Demarcação do Alto Douro: no dis 10 de setembro de 1756.

O Museu da 1.ª Demarcação situa-se no piso 0 e fica junto a uma sala de provas e loja de vinhos. Dividido em seis capítulos o núcleo museológico conta a história do Douro, a mais antiga região demarcada e regulamentada do mundo que está associado diretamente a própria história da Real Companhia Velha.

Entre os objetos em exposição o Alvará Régio assinado por D. José I em 10 de Setembro de 1756, sob os auspício do Marquês de Pombal. Este documento está  na sua  versão original, intocável, e em duas versões digitais que podem ser  folheadas.

No piso 1 situa-se a Enoteca 17•56, um espaço que pretende contribuir para a afirmação do Porto como uma das capitais mundiais do vinho e onde a oferta gastronómica é bastante variada, mas o vinho é rei.

Alem dos vinhos da Real Companhia Velha vão estar a venda alguns dos melhores vinhos de Portugal, na seção ‘Carta dos Amigos’, e também vinhos das imponentes regiões do Velho Mundo. No total, a carta de vinhos ultrapassa as 500 referências.

Alem dos vinhos a Fromagerie Portuguesa apresenta uma seleção de cinquenta queijos nacionais e internacionais, que podem ser consumidos no local ou comprados para levar para casa.

17•56 Museu & Enoteca da Real Companhia Velha

Alameda da Rua Serpa Pinto, 44B (entrada principal) ou Avenida Ramos Pinto.

Vinho – Cinco vinhos e um Bacalhau

23 de março de 2016

Vinho - Vinho da Páscoa

A sexta-feira santa já está chegando e você ainda não escolheu o vinho para acompanhar o tradicional Bacalhau? Bom se me permite vou dar algumas sugestões que talvez combinem com o Bacalhau ou outro peixe que vai preparar.

Como opção de branco a primeira dica é o Casal Garcia Branco (preço médio de R$ 60) com 10,5% de teor alcoólico. Ele é produzido pela vinícola Aveleda na região dos vinhos verdes e usa a uva Trajadura na sua elaboração. Com aroma delicado, levemente frutado e um toque floral pode ser uma boa opção para um peixe com um molho delicado.

Outra opção de branco é o Periquita Branco (R$ 60), outro Portugues que vem da região da Península de Setúbal e utiliza um blend de uvas em sua elaboração. Tambem frutado, equilibrado e refrescante vai bem com um peixe mais delicado.

Dependendo do prato o Casal Garcia e o Periquita também podem ser encontrados na versão tinta (R$ 60 preço médio dos dois). O Casal Garcia utiliza a variedade de uva Vinhão e o Periquita um blend de diversas uvas. Nos dois casos temos vinho jovens e equilibrados.

Para a sobremesa fica a sugestão de Portugal também com o Vinho do Porto Calem Special Reserve (R$ 184). Criado por António Alves Cálem, em 1859 na região do Porto a  empresa fomentou e desenvolveu novos mercados, tendo como principal objetivo o Brasil, procurando a troca de Madeiras Exóticas por Vinho do Porto.

Diário de Viagem Porto (Portugal) – Dia 5

24 de janeiro de 2014

Diario de Viagem - Porto (Portugal) - Dia 5

Infelizmente a viagem está acabando, hoje é o último dia e vamos visitar três produtores muito conhecidos.

Messias – Fundada em 1925 por Messias Baptista as Caves Messias tem comercializado vinhos da Bairrada, Beiras, Dão, Douro, Vinho Verde e Vinho do Porto. Aliás quando se fala de vinho do Porto a Messias é uma das produtoras com maior quantidade de vinhos Colheita do mercado.

A degustação organizada pela enóloga Ana Urbano e pelo Gerente de exportação Messias Vigário foi espetacular. Tive a grande oportunidade de provar vinhos colheita dos anos 2003, 1995, 1985, 1977, 1965, 1964, 1963, 1952, 1947. O 1947 foi  o meu preferido um Porto com 66 anos que estava espetacular.

Mais informações – http://www.cavesmessias.pt/

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Real Companhia Velha –  Esta é uma empresa que se confunde com a história do vinho do vinho do Porto. Fundada em 1756 ela completa 258 anos de existência em 2014. Durante as invasões francesas a Portugal em 1809 as tropas de Napoleão requisitaram os vinhos da Real Companhia Velha, para fazer parte da ração dos soldados Franceses.

Durante os séculos XVIII e XIX navios carregados com Vinho do Porto da Real Companhia Velha partiram para o Brasil onde a Companhia tinha a exclusividade do fornecimento dos vinhos do Alto-Douro. Em 1851, a Companhia possuía entrepostos comerciais para os seus vinhos em quase todos os portos do mundo sob a proteção das missões diplomáticas Portuguesas.

Visitar suas caves onde é possível encontrar vinhos de 1867 e garrafas mais antigas ainda  é respirar a história deste vinho.

Mais informações – http://www.realcompanhiavelha.pt/

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Sogevinus –  Esta é uma das grandes empresas que engloba marcas de Porto icônicas como Kopke, Burmester, Calem, Barros e Gilberts. A  que mais chama atenção é a Kopke, marca de vinho do Porto mais antiga com registro de 1638 e tem seu nome ligado a família alemã Kopke. Depois de mudar de mãos algumas vezes a empresa foi adquirida em 2006 pelo grupo Sogevinus que manteve seu reconhecimento como sinônimo de qualidade e prestigio.

Para celebrar seus 375 anos a empresa lançou uma edição especial Kopke 375º. Aniversário. Uma edição especial Porto Colheita 1940 com apenas 375 garrafas que estão a venda por 680 Euros.

Durante a degustação de rótulos da Burmester, Calem e Kopke tive a oportunidade de finalizar com uma taça desta maravilha.

Mais informações – http://www.sogevinus.com/

Diario de Viagem – Douro e Porto (Portugal) – Dia 4

23 de janeiro de 2014

Diario de Viagem - Douro-Porto (Portugal) - Dia 4

Depois de um excelente café da manhã da Quinta do Crasto deixamos a propriedade rumo  a mais uma visita.

Quinta da Vista Alegre –  Esta Quinta pertence ao grupo Vallegre e tem uma área de 55 hectares de vinhedo, fica a margem direita do Rio Douro, no Pinhão e tem como principais castas plantadas a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Sousão e Tinto Cão que são as castas emblemáticas para a elaboração de um bom vinho do Porto.

Durante a degustação de vários de seus vinhos dois me chamaram muito a atenção. O Porto Branco 20 anos e o Porto Branco 40 anos que estavam excelentes. São poucas as casas produtoras de Porto Branco portanto quando encontrarem algum pela frente não deixem de experimentar.

Mais informações – http://www.vallegre.pt/

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The Yeatman –  De volta ao Porto fomos jantar no The Yeatman talvez o melhor hotel vínico do mundo. Sua localização na Vila Nova de Gaia onde ficavam as antigas caves de envelhecimento de vinho do Porto já é um grande atrativo pois o hotel segue a linha do terreno e foi construído com sua entrada na parte superior. Uma das piscinas tem o formato de um decanter de vinho.

O hotel foi aberto em 2010 e conta com quartos temáticos patrocinados por diversos produtores de vinhos do Douro e Porto. Em alguns dos quartos a cama é uma antiga pipa de vinho.

Sua adega de vinhos é a maior adega de vinhos portugueses do mundo e seu restaurante é o único da região com uma estrela do Guia Michelin sob o comando do experiente chefe Ricardo Costa, um dos principais chefes portugueses natural de Aveiro.

Mais informações – http://www.the-yeatman-hotel.com/pt/

Diario de Viagem – Douro (Portugal) – Dia 3

22 de janeiro de 2014

Diario de Viagem - Douro (Portugal) - Dia 3

Dando continuidade a viagem o terceiro dia foi dedicado a duas quintas.

Quinta do Panascal –  Local de produção do Porto Fonseca que pertence a outro grupo británico o Taylor Fladgate & Yeatman. A Quinta do Panascal foi em 1992 uma das pioneiras ao abrir as portas para o Eno-Turismo. Ela tem um sistema de áudio-tour com duração de até 30 minutos que permite ao visitante desfrutar de um cenário paradisíaco.

Quem nos recebeu e conduziu a degustação de vinhos foi Fernando Seixas Gerente de Vendas e Marketing responsável pelo mercado da América Latina. Entre colheitas e vintages um vinho me chamou a atenção o Porto Fonseca Terra Prima produzido com uvas de agricultura biológica o que mostra a preocupação do grupo com o manejo e cuidado da terra.

Durante o almoço uma outra agradável surpresa, o drink Siroptimo – Vinho do Porto Branco extra seco com água tônica.

Mais informações – http://www.fonseca.pt

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Quinta do Crasto –  Esta quinta fica na margem direita do Rio Douro, entre a Régua e o Pinhão. Ela tem uma das mais belas vistas do Douro e pertence a família Roquette há mais de um século.

O Crasto, do latim castrum que significa Forte Romano, tem uma grande produção de vinhos do Douro, bem maior do que Porto (LBV e Vintage). Nos vinhos do Douro um destaque especial para os vinhos produzidos em parcelas únicas como o Vinha da Ponte e a Vinha Maria Teresa, um pequeno pedaço de terra que fica ao lado da casa principal e vinícola e produz vinhos excelentes.

Grandes investimentos nos últimos anos fizeram modificações nas vinhas e instalações de vinificação como a sala de barricas que atualmente conta com um sistema de suporte de barris que podem girar 360 graus sem tocar nos outros. Alem de facilitar a movimentação dos barris é possível fazer a Bâtonnage (agitação do vinho para levar a superfície as borras que se depositam no fundo das barricas) sem ter que abrir o barril.

Ah, uma outra coisa que vale a pena mencionar foram as Alheiras (um tipo de linguiça típico da culinária portuguesa cujos principais ingredientes podem ser carne de aves, pão,azeite, banha, alho e colorau) grelhadas que comi no Crasto. Espetaculares.

Mais informações – http://www.quintadocrasto.pt/

Diário de Viagem – Douro (Portugal) – Dia 2

21 de janeiro de 2014

Diario de Viagem - Douro (Portugal) - Dia 2

Como chegamos no começo da noite na Quinta do Bom Retiro hoje foi o dia de oficialmente conhecer a propriedade. No começo de Dezembro é inverno em Portugal e a temperatura pela manhã era de 2 graus. Alem disso por estar entre um vale tivemos que esperar até umas 10 horas da manhã para que a neblina se dispersasse e finalmente pudéssemos ver aquela paisagem linda.

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Proxima parada – Quinta do Porto – Sede da casa Ferreirinha, fundada no século XVIII por Bernardo Ferreira que teve seu legado seguido por seus descendentes especialmente por sua neta Dona Antônia Adelaide Ferreira que carinhosamente era chamada de Ferreirinha.

Foi pelas mãos de Dona Antônia, que ficou viúva duas vezes que a empresa se desenvolveu e foi considerada a maior produtora de vinho do Porto naquela época. Com sua morte a empresa passou a ser dividida em quotas e em 1987 foi adquirida pelo grupo Sogrape, que tem em seu portfólio Sandeman e Offley entre outros.

Depois da degustação de alguns rótulos produzidos pela vinícola tivemos um almoço harmonizado com o Barca Velha 2004 um dos ícones do Douro também produzido pela empresa.

Mais informações – http://www.sograpevinhos.eu/

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Uma viagem de trem de 11 minutos – Sim este foi a duração do trajeto da estação do Pinhão até a estação da Tua onde descemos para visitar a Quinta dos Malvedos que produz o Porto Graham’s. O trajeto foi feito de trem pois se fossemos de carro demoraríamos uma hora e meia pelas estradas cheias de curvas do Douro. Não que eu não gostasse desta viagem mas a vista pela janela do trem, mesmo que curta foi deslumbrante. A estação de comboio (trem) do Pinhão é uma das mais lindas que já vi. Toda com painéis de azulejos mostrando todas etapas e personagens ligados ao vinho do Porto e Douro.

Mais informações –   bit.ly/1dKfIsf

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Quinta dos Malvedos – Adquirida em 1890 pela W & J Graham’s a Quinta dos Malvedos é considerada uma das mais belas Quintas de Rio do vale do Douro. Em 1970 a empresa e a quinta foram adquiridos pela família Symington cuja presença no Douro vem do século XVII representada por treze gerações.

O Symington Family Estates é um dos grandes grupos produtores de vinhos do Porto. Alem de Grahan’s eles são proprietários da Cockburn’s, Dow’s, Warre’s, e Altano que produz vinhos do Douro.

Com tantas marcas a degustação foi longa em uma prova conduzidas pelos Pedros, Pedro Correia, enólogo e Pedro Leite, gerente de mercado que atende o Brasil. Só de Portos foram oito entre 10, 20 e 30 anos, Vintages 2011 e um Colheita 1969 que harmonizou muito bem com o charuto cubano Vegas Robaina Double Corona. Foram quase duas horas de imenso prazer.

Mais informações – http://www.grahams-port.com/

Diario de Viagem – Porto (Portugal) – Dia 1

20 de janeiro de 2014

Diario de Viagem - Porto (Portugal) - Dia 1

Na primeira semana de Dezembro estive em  Portugal a convite do IVDP (Instituto dos vinhos do Douro e do Porto) para uma visita a diversos produtores. Foi uma visita muito interessante por dois motivos, o primeiro é que estávamos apenas em dois jornalistas brasileiros o que facilitou muito o contato com produtores e enólogos. O segundo é que  em Dezembro já estamos no inverno europeu o que proporcionou uma visão completamente diferente do Douro que em tons de amarelo e vermelho deixaram a paisagem ainda mais bonita.

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Primeira parada Poças Junior – A sede da  empresa fica na Vila Nova de Gaia cidade ao lado do Porto onde ficam os armazéns de envelhecimento dos vinhos. A empresa  foi fundada em 1918 e tem uma grande penetração no Brasil. É uma das poucas que conheço que tem 4 distribuidores no país. É dela também o mais recente lançamento da rede de supermercados Pão de Açucar o  Club des Sommeliers Porto Ruby.

Depois de uma prova de 4 vinhos do douro e 4 Portos não pude deixar de pedir para experimentar um Poças Quinado. O Quinado é muito apreciado como aperitivo e nas regiões de climas quentes e nas antigas colônias portuguesas onde era usado como preventivo para a malária. Hoje em dia apenas duas empresas fazem o quinado, Poças e Ramos Pinto. A base para produzir o Quinado é o Porto Ruby ao qual se adiciona uma pequena dose de quinino. É ótimo se servido com água Tonica, muito gelo e uma rodela de laranja.

Mais informações – http://www.pocas.pt/

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Visita ao IVDP – A próxima parada da viagem foi uma visita a sede do IVDP (Instituto dos vinhos do Douro e do Porto). Lá pudemos fazer uma visita ao laboratório onde todos os vinhos são analisados e conhecer a famosa Câmara de Provadores onde os especialistas degustam em media 20 amostras de vinho do Porto e do Douro para determinar sua classificação.

Outro ponto alto da visita foi o almoço com Manuel Cabral presidente do IVDP onde conversamos sobre diversos assuntos, mas um especial me chamou a atenção. A preocupação de criar roteiros turísticos que se cruzem como o vinho, queijo, gastronomia e turismo geral. Desta forma na opinião dele uma viagem se torna muito mais interessante.

Mais informações – http://www.ivdp.pt/

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Quinta do Bom Retiro – Deixando o Porto para trás pegamos a estrada e fomos em direção ao Douro. Destino: Quinta do Bom Retiro uma das sedes do produtor Ramos Pinto. Quinta é como os portugueses chamam a área de produção vinícola, é como se fosse uma fazenda ou sítio aqui no Brasil independente do tamanho da área plantada.

Quem estava a nossa espera era Jorge Rosas, bisneto de Antônio, irmão e sócio de Adriano Ramos  Pinto que fundou a empresa em 1880. Um fato muito interessante é que por muitos anos o nome Ramos Pinto foi sinônimo de Vinho do Porto no Brasil. Até hoje ainda é possível escutar alguém dizer que vai beber um Adriano ou Ramos Pinto tamanha a ligação que a marca criou por ter sido uma das primeira a chegar ao Brasil.

Alem de uma degustação de quase todos vinhos produzidos ganhei de Jorge um dos primeiros exemplares do livro Adriano Ramos Pinto – Vinho e Arte com 400 páginas recém lançado em Portugal que conta toda história da empresa. Uma maravilha que em breve deve chegar por aqui.

Mais informações – http://www.ramospinto.pt/

Vinho – Taylor’s Vintage Port 2011

19 de novembro de 2013

Vinho - Taylors Vintage Port

Semana passada tive o grande prazer de ser convidado para uma das melhores degustações de vinhos deste ano. Foram sete vinhos do Porto vintage da Taylor’s Port uma das companhias de vinho do porto mais antigas do mundo. Sua fundação foi em 1692 o que faz com que a empresa tenha 321 anos de idade produzindo um dos mais icônicos vinhos do mundo.

O que é um Porto Vintage?

O vinho do Porto Vintage é um dos vinhos mais icónicos do mundo. Produzido apenas nos melhores anos, conhecidos como anos “declarados” o vinho do Porto Vintage Taylor´s é um lote elaborado a partir dos melhores vinhos das quintas próprias da empresa: a Quinta de Vargellas, a Quinta de Terra Feita, e mais recentemente, a Quinta do Junco.

Após cada vindima, o painel de provadores seleciona os melhores vinhos do Porto das três propriedades, os quais depois são estagiados durante dois invernos em cascos de carvalho.

Na sua segunda primavera, os vinhos são novamente provados. Se os provadores determinam que a qualidade é excecional, então os vinhos do Porto das três propriedades são misturados o Quinta de Vargellas confere elegância e complexidade; Terra Feita e Junco corpo, profundidade e fruta poderosa e concentrada.

Nesta fase deve ser decidido se o vinho será “declarado” Vintage. Para que possa ser declarado Vintage, o lote produzido deve ser de excelente qualidade: austero na sua juventude, com tremenda profundidade de sabor e estrutura maciça, capaz de evoluir ao longo dos anos, ou décadas.

Historicamente, a Taylor’s tem declarado apenas três Vintage por década. Durante a degustação foram servidos o Vintage 1963, 1977,1985, 1994, 2000, 2007 e 2011 que agora chega ao Brasil. São poucas garrafas e os interessados devem entrar em contato direto com a importadora.

Serviço: Qualimport Importadora – Central de Atendimento: 0800 702 44 92 – comercial@qualimpor.com.br

Vinho – Um Porto de 40 anos

15 de outubro de 2013

Vinho - Porto 40 anos

Uma excelente forma de encerrar uma boa refeição é provar uma taça de vinho do Porto. Dentro do universo de variedades desta bebida maravilhosa podemos encontrar os Tawnys e Rubys que são os vinhos de iniciação a este segmento, depois podemos ir para os 10, 20, 30 e 40 anos que são vinhos de reflexão e não podemos esquecer dos LBVs e Colheitas que apresentam particularidades próprias dependendo do ano de colheita ou engarrafamento.

Voltando aos Portos de idade os mais conhecidos são os 10 e 20 anos, talvez pelo preço mais acessível mas não podemos esquecer do potencial dos vinhos de 30 e 40 anos. Um exemplo perfeito é o Royal Oporto 40 Years Old, ou Real Companhia Velha 40 Anos que recentemente obteve 95 pontos dado pela revista norte-americana Wine Spectator.

O Royal Oporto 40 Years provém de um lote de diferentes vinhos do Porto rigorosamente selecionados e é envelhecidos nos melhores cascos de carvalho, apresentando um caráter e uma idade média correspondente à designação 40 anos. É um vinho do Porto velho, muito fino, licoroso e extremamente complexo, que a empresa produtora define como um Porto “envelhecido até à perfeição” e com uma harmonia que encanta os sentidos do consumidor, quando servido a 18.ºC.